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Doenças extremamente raras que atingem uma pequena porção da sociedade.

Você sabia que algumas pessoas acreditam que estão mortas? Ou que outras têm uma mão com vida própria? Além de bizarras, ambas as descrições são sintomas de doenças extremamente raras que atingem uma pequena porção da sociedade.

A galeria a seguir apresenta estas e outras síndromes que amedrontam muitas pessoas. Nela, você verá as principais causas e os tratamentos sugeridos pelos cientistas. Vale lembrar: se você é hipocondríaco esta galeria pode lhe deixar um pouco assustado. O aviso foi dado.

1. Síndrome de Alice no País das Maravilhas



Há 150 anos, o livro Alice no País das Maravilhas, escrito por Lewis Carroll, foi publicado e encantou milhões de pessoas no mundo. Em 1955, 90 anos depois da primeira impressão do best-seller, o psiquiatra John Todd descobriu que alguns de seus pacientes tinham as mesmas experiências vividas pela personagem da obra.

Eles sentiam que os objetos ao seu redor eram desproporcionalmente grandes ou pequenos. Além disso, eles tinham alucinações comparáveis a de um usuário de LSD, como a falta de noção de tempo. As sensações podiam ocorrer várias vezes ao dia e durar de minutos a semanas.

Leitor assíduo de Carroll, Todd chamou a síndrome de Alice no País das Maravilhas, mas muitos a também chamam de Síndrome de Todd. A doença está associada a tumores cerebrais e ao uso de drogas psicoativas, como cogumelos alucinógenos e LSD. No entanto, sua principal causa é a enxaqueca. A síndrome afeta, geralmente, crianças e adultos que têm dores de cabeça constantes.

O tratamento para a síndrome é muito parecido com o da enxaqueca. O paciente precisa ingerir muitos líquidos, comer comidas leves, descansar em algum local escuro e tomar remédios para a dor de cabeça.

2. Transtorno de Pica

A denominação vem do latim e significa “pega”, um pássaro conhecido por comer tudo que vê pela frente. Como o animal, quem sofre desse mal ingere substâncias não-comestíveis, desde vômito, fezes e sangue até pedra, madeira e cabelo, por mais de um mês.

Claro que comer coisas tão estranhas pode causar problemas sérios para as pessoas com o transtorno. Por exemplo, intoxicação por chumbo pode resultar da ingestão de pintura ou gesso e o consumo de bolas de pelo podem causar obstrução intestinal.

Os cientistas ainda não sabem o que causa o Transtorno de Pica. Porém, muitos acreditam que ela está ligada a traços culturais. Pessoas em alguns países da África e da China consomem terra devido à falta de alimentos ricos em ferro, por exemplo.

Outros pesquisadores pensam que o transtorno está ligado a doenças psíquicas, como a esquizofrenia. Geralmente, mulheres grávidas e crianças com problemas de crescimento desenvolvem o Transtorno de Pica.

A doença pode ser tratada de várias maneiras, dependendo do que a pessoa ingeriu. Geralmente, o paciente só precisa mudar a dieta, pois está faltando algum tipo de específico de vitamina no corpo.

3. Delírio de Capgras

Já imaginou ver seu pai e acreditar piamente que ele é, na realidade, um impostor? É esta ilusão que é fabricada na mente de quem tem o delírio de Capgras. Também chamada de síndrome de Capgras, o mal envolve erros de identificação a respeito de pessoas, lugares ou objetos. Confundida com a esquizofrenia, ela pode ocorrer de forma aguda, passageira ou grave.

As causas do delírio ainda não foram encontradas. Porém, um artigo dos psicólogos Hadyn Ellis e Andy Young levanta a hipótese de que a capacidade de reconhecimento das pessoas com a síndrome funciona normalmente. No entanto, elas podem ter danificado a sua habilidade emocional de reconhecer seres humanos.

4. Síndrome de Stendhal



Se você sente taquicardia, tonturas e até alucinações quando está observando uma obra de arte com características marcantes, talvez você tenha a Síndrome de Stendhal.

A doença foi pela primeira vez descrita pelo escritor Marie-Henri Beyle (que usava o pseudônimo Stendhal), em 1817. Em seu livro Nápoles e Florença: uma jornada de Milão ao Reggio, ele conta sua experiência com o fenômeno quando foi visitar a Basílica de Santa Croce. O escritor sentiu palpitações e nervosismo quando viu os afrescos do pintor Giotto.

Após 170 anos da publicação do livro, a psiquiatra italiana Graziella Magherini encontrou evidências de que o surto emocional do escritor era uma doença. Ela examinou 107 pessoas que visitaram a cidade de Florença, na Itália, e que tiveram as mesmas reações que Stendhal ao observar obras de arte.

Ela disse que as vítimas da síndrome são, geralmente, homens e mulheres solteiros entre 26 e 40 anos, que estão viajando sozinhos. Além disso, mais da metade dos hospitalizados em seu estudo tiverem contato prévio com um psicólogo ou psiquiatra. Segundo Magherini, em entrevista ao The New York Times, os pacientes se recuperam após alguns dias de descanso.

O tratamento indicado é a terapia individual para tratar os delírios. Além disso, medicamentos antipsicóticos são utilizados para enfraquecer a doença.

5. Síndrome de Diógenes



Diógenes de Sínope foi um filósofo grego que representava o cinismo, uma corrente que prega o desapego aos bens materiais. Ele levava muito a sério a filosofia e, por isso, vivia em um barril e tinha apenas uma túnica, um cajado e uma tigela.

Você deve imaginar que as pessoas que sofrem da Síndrome de Diógenes devem ser como o filósofo: desapegados. No entanto, esse epônimo tem sido criticado por duas razões, segundo um artigo do Jornal Brasileiro de Psiquiatria: quem tem a doença acumula objetos e tende ao isolamento por ser desconfiado e não por desejar ser autossuficiente.

Assim, a síndrome é uma desordem caracterizada por extremo autoabandono, retraimento social, apatia e acumulação compulsiva de lixo. Estudos ainda não são conclusivos com relação as causas da doença.

No entanto, muitos cientistas acreditam que a síndrome é uma reação ao estresse. Além disso, eles perceberam que indivíduos que sofreram danos no cérebro, especialmente no lobo frontal, podem adquirir Diógenes com mais facilidade. Isso acontece pois essa área cerebral está envolvida com o raciocínio, a tomada de decisão e ao controle de conflitos.

Geralmente, a síndrome ocorre entre os idosos. Segundo o Jornal Brasileiro de Psiquiatria, a síndrome de Diógenes “é uma condição grave que requer uma abordagem multiprofissional”.

6. Síndrome de Paris



Ir a Paris pode ser um sonho para a maioria das pessoas. Porém, para algumas pessoas, a cidade da luz traz experiências ruins à memória. O paciente com a Síndrome de Paris tem delírios, alucinações, sentimentos de perseguição, ansiedade e taquicardia quando visita à capital da França e outros lugares da Europa ocidental.

Ainda não se sabe as causas da doença, mas muitos cientistas acreditam que ela é, na realidade, uma experiência de choque cultural. Esta hipótese está calcada no fato de que a maioria das pessoas que têm a síndrome são asiáticos, principalmente japoneses, que estão conhecendo a cultura ocidental pela primeira vez.

Assim, pelos sintomas serem passageiros, o mal não necessita de tratamento. O que o paciente precisa fazer é ir embora da cidade o quanto antes.

7. Síndrome da Mão Alheia

Já imaginou não ter controle nenhum sobre a sua mão? Ela lhe bate, soca e belisca sem que você queira que isto aconteça. Esse é o dia a dia de quem sofre da Síndrome da Mão Alheia. A doença é definida como um distúrbio neurológico no qual a mão do paciente parece possuir vida própria.

Extremamente raro, o mal afeta pessoas que precisaram fazer cirurgias de separação dos hemisférios cerebrais – tratamento para pacientes com epilepsia. Além disso, indivíduos que sofreram acidentes vasculares cerebrais (AVC) também podem adquirir a doença.

Segundo o médico Michael Mosley, em entrevista à BBC, o cérebro das pessoas que têm a síndrome está em constante luta. Um cérebro normal possui dois hemisférios conectados pelo corpo caloso.

Geralmente, o lado esquerdo do cérebro tem a palavra final nas ações que realizamos. Assim, diferentemente de um cérebro normal, os hemisférios das pessoas que sofrem da síndrome são separados e têm consciência própria.

Ainda não foi encontrada uma cura para a Síndrome da Mão Alheia.

8. Síndrome do sotaque estrangeiro

Relatada pela primeira vez em 1907 pelo neurologista francês Pierre Marie, a síndrome do sotaque estrangeiro é um distúrbio da fala. Ela faz com que o paciente nativo comece a falar com um sotaque estrangeiro. Por exemplo, um brasileiro que tem a doença começa a falar português com o sotaque de um americano.

O grupo de suporte a pessoas que tem a síndrome da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, afirma que a doença é, geralmente, causada por danos ao cérebro, como acidentes vasculares cerebrais e lesões cerebrais traumáticas. Além disso, a esclerose múltipla e a desordem de conversão podem ser outras causas da síndrome.

Por ser uma doença muito rara, não existe uma cura óbvia. Testes psicológicos e ressonâncias magnéticas precisam ser feitos para encontrar qual parte do cérebro foi danificada para depois trata-la.

De acordo com um artigo publicado na revista Cortex, entre 1941 e 2009, foram registrados somente 60 casos desta síndrome em todo o mundo.
9. Síndrome do cadáver ambulante



Populares nos filmes de terror, os zumbis só existem mesmo na tela do cinema e na nossa imaginação. Algumas pessoas acreditam tanto na existência desses seres que creem que são um deles.

A Síndrome de Cotard, também conhecida como síndrome do cadáver ambulante, é uma condição psicológica raríssima descoberta em 1880 por Jules Cotard. Ela faz com que a pessoa acredite piamente que está morta. Além disso, o paciente também acha que seus órgãos estão necrosados e que seus amigos e familiares não existem mais.

A causa desta doença está relacionada à depressão, pois pessoas com a síndrome apresentam problemas na amígdala, uma região cerebral que processa emoções. Outra parte do cérebro afetada pelo mal é o giro fusiforme. Ele é responsável pelo reconhecimento de rostos.

O tratamento para a síndrome do cadáver ambulante deve ser feito a partir de antidepressivos e sessões de terapia eletroconvulsiva (choques elétricos).
 
Fonte: https://super.abril.com.br/saude/17-doencas-raras-e-estranhas-estudadas-pela-ciencia-parte-1/

 

Não podemos enganar o envelhecimento e a morte, o estudo indica


Um estudo liderado por Fernando Colchero, da University of Southern Denmark e Susan Alberts, da Duke University, na Carolina do Norte, que incluiu pesquisadores de 42 instituições em 14 países, fornece novos insights sobre a teoria do envelhecimento "a hipótese da taxa invariável de envelhecimento", que afirma que cada espécie tem uma taxa de envelhecimento relativamente fixa.

"A morte humana é inevitável. Não importa quantas vitaminas tomemos, quão saudável seja nosso ambiente ou quanto fazemos exercícios, eventualmente envelheceremos e morreremos", disse Fernando Colchero.

Ele é especialista na aplicação de estatística e matemática à biologia populacional e professor associado do Departamento de Matemática e Ciência da Computação da University of Southern Denmark.

"Fomos capazes de lançar luz sobre a taxa invariável da hipótese de envelhecimento combinando uma riqueza de dados não apresentados e comparando padrões de nascimentos e mortes em nove populações humanas com informações de 30 populações de primatas não humanos, incluindo gorilas, chimpanzés e babuínos que vivem no selvagem e em zoológicos ", disse Fernando Colchero.

Para explorar essa hipótese, os pesquisadores analisaram a relação entre a expectativa de vida, esta é a idade média em que os indivíduos morrem em uma população, e a igualdade na expectativa de vida, que mede a concentração das mortes em torno das idades mais avançadas.

Seus resultados mostram que, à medida que a expectativa de vida aumenta, também aumenta a igualdade de expectativa de vida. Portanto, a igualdade na expectativa de vida é muito alta quando a maioria dos indivíduos em uma população tende a morrer em torno da mesma idade, como observado no Japão ou na Suécia modernos - que é por volta dos 70 ou 80 anos. No entanto, na década de 1800, a igualdade de longevidade era muito baixa nesses mesmos países, uma vez que as mortes eram menos concentradas na velhice, resultando também em menor expectativa de vida.

"A expectativa de vida aumentou dramaticamente e ainda aumenta em muitas partes do mundo. Mas isso não é porque diminuímos nossa taxa de envelhecimento; a razão é que cada vez mais bebês, crianças e jovens sobrevivem e isso eleva a média de vida expectativa ", disse Fernando Colchero.

Pesquisas anteriores de alguns dos autores do estudo desvendaram a notável regularidade entre a expectativa de vida e a igualdade entre as populações humanas, desde os países europeus pré-industriais, caçadores coletores, até os países industrializados modernos.

No entanto, ao explorar esses padrões entre nossos parentes mais próximos, este estudo mostra que esse padrão pode ser universal entre os primatas, ao mesmo tempo que fornece insights únicos sobre os mecanismos que o produzem.

“Observamos que não apenas os humanos, mas também outras espécies de primatas expostas a diferentes ambientes, conseguem viver mais, reduzindo a mortalidade infantil e juvenil. No entanto, essa relação só se mantém se reduzirmos a mortalidade precoce, e não reduzindo a taxa de envelhecimento, "disse Fernando Colchero.

Usando estatísticas e matemática, os autores mostram que mesmo pequenas mudanças na taxa de envelhecimento fariam uma população de, digamos, babuínos, demograficamente se comportar como uma população de chimpanzés ou mesmo de humanos.

“Nem tudo está perdido”, diz Fernando Colchero. "A ciência médica avançou em um ritmo sem precedentes, então talvez a ciência possa ter sucesso em alcançar o que a evolução não conseguiu: reduzir a taxa de envelhecimento."

Este trabalho foi financiado pelo Instituto Nacional do Envelhecimento, pelo Instituto Max Planck de Pesquisa Demográfica e pelo Instituto de Pesquisa Populacional da Universidade Duke.

Fonte:https://www.sciencedaily.com/

7 receitas para aumentar a imunidade


                                

Confira receitas ricas em vitamina C e E, ácido fólico, zinco e outros nutrientes essenciais para o fortalecimento do sistema imunológico


Com a pandemia do novo coronavírus, muitas formas de prevenção estão sendo divulgadas, como por exemplo: higienizar as mãos sempre que possível com álcool gel, cobrir nariz e boca quando tossir ou espirrar e evitar aglomerações.


Além dessas medidas, muitas pessoas têm buscado fortalecer seu sistema imunológico como forma de proteção ao vírus. Por isso, separamos sete receitas que podem ajudar a aumentar sua imunidade.


1. Suchá de hibisco com laranja

A mistura de suco de laranja com chá de hibisco tem como principal função reduzir a sensação de inchaço, porém a laranja, assim como as frutas cítricas no geral, são ricas em vitamina C, antioxidante que aumenta a resistência do organismo. Confira a receita da bebida de laranja.


2. Arroz colorido

Outro ingrediente que pode aumentar a imunidade por também ser rico em vitamina C é o pimentão, que está presente no saboroso arroz colorido. Confira a receita do acompanhamento rico em nutrientes.


3. Requeijão com talos de couve

Essa é outra receita que pode ajudar a aumentar a resistência do organismo por conter a couve, principal ingrediente da receita, rico em e ácido fólico. O nutriente auxilia na formação de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo. Confira como fazer a receita para comer com torradas.


4. Barrinha de castanhas e banana sem açúcar

Para quem gosta de barrinhas, além de nutritiva, essa receita também auxilia na defesa do organismo, pois tem como principal ingrediente a castanha, que é rica em zinco e vitamina E, nutrientes que aumentam a imunidade. Veja a receita do lanche saudável.


5.Tomate recheado rico em proteínas

Além de ser uma fruta cítrica rica em vitamina C, o tomate ajuda a aumentar a imunidade, pois é um forte aliado no combate a doenças cardiovasculares, removendo radicais livres do organismo.

Esses compostos aceleram o envelhecimento celular e deixam o corpo mais propício a desenvolver doenças. Confira a receita do tomate recheado low carb.


6. Cookie de maçã e gengibre

Rico em vitaminas C, B6 e com ação bactericida, o gengibre vai além de ajudar a tratar inflamações da garganta e auxilia nas defesas do organismo. Confira passo a passo dessa receita de doce saudável e nutritivo para adultos e crianças.


7. Iogurte grego caseiro

O consumo regular de iogurte ajuda a recompor as bactérias benéficas da flora intestinal, chamadas probióticos. Esses microrganismos contribuem para aumentar a imunidade. Veja a receita de iogurte caseiro, alternativa para substituir o industrializado.


As consequências da covid-19, meses depois



Disfunção múltipla de órgãos e problemas psiquiátricos como ansiedade, transtornos de humor e insônia estão entre as ocorrências constatadas em prazo mais longo em estudos britânicos

Os efeitos de longo prazo da covid-19 tornam-se mais claros. Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, examinaram a ocorrência de 14 distúrbios neurológicos ou psiquiátricos em 236.379 pessoas seis meses após a confirmação do diagnóstico da covid-19. A taxa de prevalência de qualquer um dos problemas foi de 33,62% e de 46,42%, respectivamente, entre os que passaram por tratamento em unidades de terapia intensiva.

Os distúrbios psiquiátricos mais comuns foram ansiedade (17%), transtornos de humor (14%), abuso de substâncias (7%) e insônia (5%). Entre as doenças neurológicas, acidente vascular cerebral (2,1%), demência (0,7%) e hemorragia cerebral (0,6%) (Lancet Psychiatry, 6 de abril).

O que se sabe sobre a vacinação de grávidas contra a covid-19

Outro estudo de pesquisadores britânicos, com 47.780 pessoas que tiveram covid-19, registrou taxas maiores que na população em geral também de disfunção múltipla de órgãos, em todas as faixas de idade. Depois de uma média de 140 dias após o diagnóstico de covid-19, 30% dos indivíduos tiveram de ser novamente hospitalizados e 12% deles morreram. As taxas de doença respiratória, diabetes e doença cardiovascular foram, respectivamente, de 770, 127 e 126 para cada grupo de mil pessoas (British Medical Journal, 15 de março).

* Este artigo foi republicado do site Revista Pesquisa Fapesp sob uma licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.


Fonte: https://www.revistaplaneta.com.br/as-consequencias-da-covid-19-meses-depois/ - Texto:Revista Pesquisa Fapesp* ed. 303 - Crédito: Léo Ramos Chaves

Por que você deve tomar uma vacina COVID-19 - mesmo se você já teve o coronavírus


Algumas semanas atrás, uma mensagem apareceu no canto da minha tela. “O que você acha das pessoas que recentemente tiveram COVID-19 para tomar a vacina?” Uma amiga minha era elegível para uma vacina COVID – 19, mas ela havia superado recentemente uma infecção com SARS – CoV – 2. Mais pessoas estão se tornando elegíveis para vacinas a cada semana - incluindo milhões de pessoas que já se recuperaram de uma infecção por coronavírus . Muitos estão se perguntando se precisam da vacina, especialmente pessoas que já foram infectadas.


Eu estudo as respostas imunológicas a infecções respiratórias , então recebo muitos desses tipos de perguntas. Uma pessoa pode desenvolver imunidade - a capacidade de resistir à infecção - por ser infectada por um vírus ou por receber uma vacina. No entanto, a proteção imunológica nem sempre é igual. A força da resposta imunológica, a duração da proteção e a variação da resposta imunológica entre as pessoas são muito diferentes entre a imunidade à vacina e a imunidade natural para SARS – CoV – 2. As vacinas COVID-19 oferecem imunidade mais segura e confiável do que a infecção natural.

A imunidade após a infecção é imprevisível

A imunidade vem da capacidade do sistema imunológico de se lembrar de uma infecção. Usando essa memória imunológica, o corpo saberá lutar se encontrar a doença novamente. Os anticorpos são proteínas que podem se ligar a um vírus e prevenir a infecção. As células T são células que direcionam a remoção de células infectadas e vírus já ligados por anticorpos. Esses dois são alguns dos principais atores que contribuem para a imunidade.

Após uma infecção por SARS-CoV-2, as respostas de anticorpos e células T de uma pessoa podem ser fortes o suficiente para fornecer proteção contra reinfecção . A pesquisa mostra que 91% das pessoas que desenvolvem anticorpos contra o coronavírus provavelmente não serão infectadas novamente por seis meses , mesmo após uma infecção leve . Pessoas que não apresentaram sintomas durante a infecção também têm probabilidade de desenvolver imunidade, embora tendam a produzir menos anticorpos do que aquelas que se sentiram doentes. Portanto, para algumas pessoas, a imunidade natural pode ser forte e duradoura.

O problema é que nem todos desenvolverão imunidade após uma infecção por SARS-CoV-2. Até 9% das pessoas infectadas não têm anticorpos detectáveis e até 7% das pessoas não têm células T que reconhecem o vírus 30 dias após a infecção.

Para as pessoas que desenvolvem imunidade, a força e a duração da proteção podem variar muito. Até 5% das pessoas podem perder sua proteção imunológica em alguns meses. Sem uma forte defesa imunológica, essas pessoas são suscetíveis à reinfecção pelo coronavírus. Alguns tiveram segundas crises de COVID – 19 logo um mês após a primeira infecção ; e, embora raro, algumas pessoas foram hospitalizadas ou até morreram .

Uma pessoa que é reinfectada também pode transmitir o coronavírus, mesmo sem sentir-se doente . Isso pode colocar em risco os entes queridos da pessoa.

E quanto às variantes? Até agora, não há dados concretos sobre as novas variantes do coronavírus e imunidade natural ou reinfecção, mas é certamente possível que a imunidade de uma infecção não seja tão forte contra a infecção com uma variante diferente.

A vacinação leva a uma proteção confiável

As vacinas COVID-19 geram respostas de anticorpos e células T - mas isso é muito mais forte e mais consistente do que a imunidade contra infecções naturais. Um estudo descobriu que quatro meses depois de receber a primeira dose da vacina Moderna, 100% das pessoas testadas tinham anticorpos contra a SARS-CoV-2 . Este é o período mais longo que foi estudado até agora. Em um estudo que examinou as vacinas Pfizer e Moderna, os níveis de anticorpos também foram muito mais elevados nas pessoas vacinadas do que nas que se recuperaram da infecção .

Melhor ainda, um estudo em Israel mostrou que a vacina Pfizer bloqueou 90% das infecções após ambas as doses - mesmo com uma variante presente na população. E uma diminuição nas infecções significa que as pessoas têm menos probabilidade de transmitir o vírus às pessoas ao seu redor.

As vacinas COVID-19 não são perfeitas, mas produzem fortes respostas de anticorpos e células T que oferecem um meio de proteção mais seguro e confiável do que a imunidade natural.

Infecção e vacinação juntas

À mensagem da minha amiga, respondi imediatamente que ela deveria tomar a vacina. Depois de ser vacinada, minha amiga ficaria confortável sabendo que ela tem imunidade eficaz e duradoura e menos chance de espalhar o coronavírus para seus amigos e familiares.



Mas surgiram mais boas notícias desde que enviei essa mensagem. Um novo estudo mostrou que a vacinação após a infecção produz seis vezes mais anticorpos do que uma vacina por si só. Isso não quer dizer que alguém deva tentar se infectar antes de ser vacinado - a imunidade à vacina por si só é mais do que forte o suficiente para fornecer proteção e os perigos de uma luta com COVID-19 superam em muito os benefícios. Mas quando meu amigo e muitos outros que já estavam infectados tomarem as vacinas, eles estarão bem protegidos.

A imunidade natural contra a infecção é simplesmente muito duvidosa diante de um vírus tão devastador. As vacinas COVID-19 atuais oferecem proteção incrivelmente forte e consistente para a grande maioria das pessoas. Portanto, para qualquer pessoa elegível, mesmo aqueles que já tiveram uma infecção por SARS-CoV-2, as vacinas COVID-19 oferecem imensos benefícios


Fonte: https://theconversation.com/why-you-should-get-a-covid-19-vaccine-even-if-youve-already-had-the-coronavirus-155712 - Autor Jennifer T. Grier - Professor Assistente Clínico de Imunologia, Universidade da Carolina do Sul

Saiba mais sobre os alimentos diuréticos e como ajudam a perder peso


Diurético é qualquer substância que promova a diurese, ou seja, a eliminação de líquido pelo organismo através da urina e, consequentemente, reduzindo a retenção hídrica. Os diuréticos podem ser remédios (utilizados por pessoas com hipertensão arterial, por exemplo), ou alimentos e chás específicos. Os alimentos diuréticos reduzem a quantidade total de líquido do organismo e, em função disso, auxiliam na perda de peso, uma vez que a retenção hídrica é responsável por aquele aspecto de “inchaço”.


Porém, como alerta a nutricionista Vitória Mello, especialista em nutrição estética e funcional, os diuréticos não promovem emagrecimento. “Emagrecer é diferente de perder peso. O emagrecimento é perda de tecido adiposo, ou seja, perda de gordura corporal. E isso é muito confundido pelas pessoas”.


Mas ela destaca que quando existe uma hidratação adequada associada ao consumo de alimentos diuréticos, é possível, sim, ver uma redução de peso na balança. “Isso se deve à água que está sendo eliminada do corpo, o que é também muito positivo, pois além de reduzir o peso e o inchaço, reduz as medidas e melhora o aspecto das celulites”, explica.


O diurético mais poderoso


É a ÁGUA! De acordo com a nutricionista, de nada adianta consumir muitos alimentos e chás diuréticos se a ingestão de água estiver abaixo do ideal, já que, dessa forma, o corpo vai reter mais líquido para “se proteger”, e o metabolismo fica menos eficiente. “E sempre vai ficar com o aspecto de inchaço, simplesmente pela baixa hidratação. Então, é imprescindível garantir uma boa ingestão de água”, explica ela.


O consumo de água indicado é, no mínimo, 35 ml/kg por peso. Ou seja, quem pesa 70 kg (70 x 35) precisa beber, no mínimo, 2450 ml de água dia (2,45 L).


Os 10 alimentos mais diuréticos:


• Cafeína (café, chá verde, chá preto, cacau)

• Salsão ou salsinha

• Abacaxi

• Melancia

• Pepino

• Água de coco

• Abobrinha

• Chuchu

• Melão

• Alface


Na composição destes alimentos, boa parte é água. Na melancia, por exemplo, chega a ser de 99%, e no abacaxi, 85%. Com isso, aumentam a frequência urinária, e possuem bons níveis de potássio, que aumenta a excreção de sódio. A cafeína também estimula maior eliminação de líquido pelos rins.


Para eliminar líquido mais rápido


A nutricionista destaca que os alimentos diuréticos não funcionam com ação rápida e intensa, como os medicamentos diuréticos, e precisam estar associados a um estilo de vida saudável. Portanto, a melhor forma de desinchar e eliminar líquido de forma mais rápida e efetiva é a seguinte:


Controle o consumo de sódio na dieta. Reduza a adição de sal no preparo dos alimentos, e evite o consumo de alimentos industrializados, como molhos e temperos prontos, salgadinhos, embutidos etc.


Evite ao máximo o consumo de carboidratos refinados como biscoitos, pães, massas, farináceos de forma geral, e substitua por carboidratos de melhor qualidade, como raízes e cereais integrais.


Consuma água na quantidade adequada todos os dias (35/ml/kg por peso).


Inclua na dieta os alimentos diuréticos e também as fibras, como folhosos, frutas e legumes.


Pratique atividade física regularmente. Além de auxiliar na eliminação de líquido e no emagrecimento, também é eficaz no processo circulatório, o que reduz o inchaço.


Cuidado no consumo de chás


De acordo com a nutricionista, as ervas diuréticas ajudam no processo de perda de peso e na eliminação do inchaço. Contudo, ao consumir a mesma erva diariamente, principalmente em doses elevadas, acima das concentrações recomendadas, pode gerar uma sobrecarga hepática e promover graves danos ao fígado.


“As pessoas costumam pensar “se é natural eu posso consumir à vontade”, mas não funciona assim. Muitas pessoas passam a ter graves danos hepáticos derivados do consumo exagerado de chás”, reforça ela.


Como consumir: variar as ervas diariamente; não passar de 500 ml por dia; respeitar a diluição correta (01 colher de sobremesa da erva para 250 ml de água); e se hidratar bastante.


Os chás diuréticos são:


• Chá verde

• Hibisco

• Cavalinha

• Cabelo de milho

• Carqueja

• Salsão ou salsinha



Receitas de suchás para ajudar contra a retenção hídrica:


Suchá de chá verde com abacaxi congelado, pepino e hortelã – 01 xícara de chá da folha do chá verde (250 ml para 01 colher de sobremesa cheia da erva) + 01 rodela de abacaxi congelado + 01 punhado de hortelã + 01 pedaço grande de pepino + ½ limão. Bate tudo + gelo à gosto


Suchá de melancia, morango, gengibre e hibisco – 01 xícara de chá de hibisco (250 ml para 01 colher de sobremesa cheia da erva) + 01 pedaço pequeno de gengibre + 01 fatia pequena de melancia + 05 morangos congelados. Bate tudo + gelo à gosto.


Suchá de cavalinha, salsão (ou salsinha) abacaxi e água de coco – 01 xícara de chá da cavalinha (250 ml para 01 colher de sobremesa cheia da erva) + 01 fatia de abacaxi + 200 ml de água de coco + 01 punhado de salsão ou salsinha. Bate tudo + gelo à gosto.


Isolamento social e atividade física: veja como se manter ativo


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) o comportamento sedentário e os baixos níveis de atividade física podem ter efeitos negativos na saúde, no bem-estar e na qualidade de vida. Por isso, a orientação da OMS para esse momento de isolamento em virtude da pandemia do novo coronavirus, é que todos façam exercícios em casa.


Educador físico com 19 anos de experiência, Marcus Figueirêdo, diretor da academia Life 360 – Fitness, Cross e Personal, orienta que diversos tipos de exercícios podem ser realizados em casa, como os funcionais, musculação adaptada, exercícios de mobilidade e alongamento, dança, yoga, e vários outros, mas desde que prescritos e acompanhados por um profissional de educação física.



“A importância da atividade física não é mais novidade, pois temos visto diariamente estudos comprovando como a prática de exercícios é eficiente para a nossa saúde. Mas vale ressaltar que todo e qualquer exercício precisa de acompanhamento profissional, respeitando as individualidades biológicas, objetivos e restrição física”. Nesse momento, com as academias fechadas, Marcus e sua equipe também mudaram suas rotinas, mas continuam acompanhando seus alunos através de aulas online.



Usando o que tem em casa


                               

Embora não tenhamos os equipamentos de academia, isso não impede as atividades. Segundo Marcus, a base para o treinamento em casa são os exercícios funcionais a partir dos nossos movimentos naturais como correr, puxar, agachar, pular e empurrar. E assim, é possível improvisar com os utensílios domésticos.



Para a musculação, por exemplo, a carga pode ser adaptada com mantimentos, cabo de vassoura, toalhas, vasilhames, garrafas pets, entre outros. “Em um treino funcional, muitos dos exercícios são realizados com apenas o peso do próprio corpo somado ao equilíbrio”, explica o educador.



Não ao sedentarismo

Preocupada com o sedentarismo nesse momento de pandemia, e os efeitos negativos tanto na saúde física quanto mental, a OMS criou um manual com treinos que podem ser realizados sem precisar sair de casa. E, além disso, sugere algumas dicas para permanecer ativo e reduzir o comportamento sedentário:

                             

Se mantenha ativo durante o dia. Dançar, brincar com crianças e realizar tarefas domésticas, como limpeza e jardinagem, são alternativas para se manter ativo em casa.



Siga aulas de exercícios online. Muitos são gratuitos e podem ser encontrados no YouTube. Se você não tem experiência em executar esses exercícios, procure um educador físico

Ande. Se você receber uma ligação, fique em pé ou ande pela casa enquanto fala, em vez de se sentar. Se você decidir sair para caminhar ou se exercitar, mantenha uma distância de pelo menos 1 metro das outras pessoas.

Levante-se. Reduza seu tempo sedentário e se levante sempre que possível. O ideal é interromper o tempo sentado e reclinado a cada 30 minutos. Considere montar uma mesa para continuar trabalhando em pé. Durante o lazer priorize atividades cognitivamente estimulantes, como leitura, jogos de tabuleiro e quebra-cabeças.

Relaxe. Meditação e respirações profundas podem ajudá-lo a manter a calma.



A OMS também recomenda

• Manter uma alimentação saudável

• Manter-se hidratado

• Beber água em vez de bebidas açucaradas

• Adultos devem limitar, ou evitar, bebidas alcoólicas

• Jovens, mulheres grávidas e lactantes não devem consumir bebida alcoólica

• Abuse das frutas e vegetais e limite a ingestão de sal, açúcar e gordura

• Prefira grãos integrais ao invés de alimentos refinados



Para não ficar parado

O educador físico Marcus Figueirêdo tem vídeos da Life360 no Youtube com acesso gratuito. Aproveite:



• Dicas de acessórios feitos com utensílios domésticos

• Aula abdominal para fortalecer o core (músculos profundos da região abdominal, lombar e pélvica)

• Musculação adaptada para iniciante - Membros Superiores

• Musculação adaptada para iniciante - Membros Inferiores

• Zumba e Cross



Exercícios de alongamento, relaxamento e flexibilidade


                                

O educador físico Habibi Nascimento, com mais de 18 anos de experiência em hidroterapia, hidroginástica e reabilitação, costuma dar aulas na piscina. Mas como o momento atual não permite essa rotina agora, ele mantém seus alunos ativos em exercícios de solo, com alongamento, relaxamento e flexibilidade, disponiveis eu seu canal no YouTube.



Ele destaca que estes exercícios são muito indicados para quem está home office. "Fazer atividade física é muito importante. E nesse momento, em que muita gente está trabalhando em casa, muitas vezes passando horas diante do computador, é importante fazer alongamento e relaxamento", alerta o educador.



Covid-19: Os alimentos que deve comer antes e depois de ser vacinado


Estes alimentos ajudam a atenuar possíveis efeitos secundários que possam decorrer da toma da vacina





Em todo o mundo milhares de indivíduos estão sendo vacinados contra a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, na tentativa de travar a disseminação da pandemia.



Tendo isso em mente, o nutricionista das estrelas do esporte e das celebridades Ryan Fernando divulgou no jornal Times of India aqueles que são os cinco alimentos, ricos em vitaminas, nutrientes e propriedades anti-inflamatórias, que deve ingerir pré e pós receber o imunizante, de modo a minimizar o risco de sofrer efeitos secundários. Aprenda.



Os cinco alimentos que deve consumir antes de tomar a vacina contra a Covid-19:



- Curcuma;

- Alho;

- Gengibre;

- Vegetais;

- Fruta fresca.



Os cinco alimentos fundamentais que deve comer após a toma da vacina contra a Covid-19:



- Mirtilos;

- Chocolate meio amargo;

- Canja de frango;

- Azeite;

- Brócolis.



E as coisas que deve evitar fazer:



- Fumar;

- Estar de jejum antes de tomar a vacina;

- Beber álcool;

- Beber refrigerantes.