A verdade sobre a Sociedade Fabiana

 “A Sociedade Fabiana tem como propósito o avanço do Socialismo.”

Fabian Tract No. 3, 1885

A verdadeiro origem, intenção e propósito do Socialismo

Poucos Britânicos estão cientes da existência da Sociedade Fabiana e menos ainda estão familiarizados com a sua ideologia, os seus objectivos, a sua influência e o seu poder. Tal como os seus próprios documentos revelam, a Sociedade sempre teve como plano estabelecer um regime Socialista controlado pela própria Sociedade. Ao contrário da mitologia (ou desinformação) política actual que afirma que o Socialismo era um movimento da classe operária, o facto é que este movimento teve as suas origens dentro das classes médias liberais capitalistas onde a Sociedade Fabiana se sentia em casa.

As figuras principais do capitalismo liberal - homens de negócios, industrialistas e banqueiros - que haviam amassado uma fortuna enorme às custas da revolução industrial, tinham como plano fortalecer a sua posição de poder e influência através de duas formas: (1) monopolizando a finança, a economia e a política; e (2) controlando a crescente classe operária urbana.

Embora o monopólio da finança, da economia e da política só pudesse ser atingido através da centralização do capital, dos meios de produção, etc., a classe operária só poderia ser controlada através da organização e de promessas de uma maior fatia dos recursos. Estas medidas formaram o cerne do livro de Karl Marx e de Friedrich Engels com o título de "O Manifesto do Partido Comunista" (1848). Ambos os autores eram da classe média, e Engels, o financiador de Marx, era um abastado industrialista do ramo têxtil.

A conexão entre a Sociedade Fabiana e os interesses financeiros subversivos.

Os fundadores, os líderes e os financiadores da Sociedade Fabiana estavam intimamente ligados com o mesmos interesses:

Hubert Bland, um empregado bancário convertido em jornalista, trabalhou para o Sunday Chronicle (Londres), jornal cujo o dono era o magnata do mundo jornalístico Edward Hulton, que havia pertencido ao Liberal Manchester Guardian. Bland foi um dos co-fundadores da Sociedade Fabiana em 1884 e tornou-se membro do seu executivo e tesoureiro de longa data. Foi também ele que recrutou o colega jornalista Bernard Shaw.

Bernard Shaw trabalhava para o Pall Mall Gazette de Londres, onde o Liberal renomeado William T. Stead ocupava a posição de editor e Alfred (mais tarde Lorde) Milner era o seu assistente. Tanto Stead como Milner tinham relações próximas com o magnata dos diamantes e associado dos Rothschild Cecil Rhodes, e ambos estiveram envolvidos na formação da organização secreta influente com o nome de "Grupo Milner". Havendo sido recrutado para a Sociedade Fabiana pelo seu amigo Hubert Bland, Shaw recrutou em 1885 e em 1886 Annie Besant e os seus amigos Sidney Webb, Sydney Olivier e Graham Wallas.

Para além da sua intriga política, os Fabianos trabalhavam também formas de assegurar uma posição social e financeira mais elevada para eles próprios. O amigo e companheiro de Shaw, e líder da Sociedade Fabiana, Sidney Webb casou-se com Beatrice, filha de Richard Potter, um financista rico com conhecimentos internacionais e alguém que foi presidente da "Great Western" e "Grand Trunk Railways of England and Canada". Beatrice era também amiga próxima de Arthur Balfour, associado dos Rothschild e Primeiro Ministro do Partido Conservador.

O próprio Shaw casou-se com Charlotte, filha de Horace Payne-Townshend, um rico investidor da Bolsa de Valores. Ele foi contratado pelo milionário William Waldorf (mais tarde Lorde) Astor, dono do Pall Mall Gazette, e tornou-se amigo próximo de filho deste último (e líder do Grupo Milner) bem como da sua esposa Nancy. Entrevistas a Shaw e a Webb (provavelmente escritas pelo próprio Shaw) foram publicadas pelo Pall Mall e pelo St. James’s Gazettes (Ratiu, 2012).

Á medida que Shaw, Webb, Olivier e Wallas se tornaram no dominante "Big Four" dentro da Sociedade Fabiana, tornou-se claro que a Sociedade era uma organização privada dirigida por elementos no emprego de meios de comunicação representando os interesses dos capitalistas liberais. De facto, na lista de financiadores da Sociedade estavam nomes como John Passmore Edwards - associado de Richard Cobden, fabricante têxtil e líder da Liberal “Escola de Manchester”. Disto se deduz que tanto Karl Marx como a Sociedade Fabiana foram financiados por interesses industriais com ligações à esquerdista Escola de Manchester e ao mundo dos média.

Estes interesses já de si poderosos eram aliados do Grupo Rothschild, que tinha ligações duvidosas não só com os média e a indústria esquerdista de Manchester, mas também ao mundo da finança da mesma cidade; o primeiro porto de escala dos Rothschild na Inglaterra foi em Manchester, onde o patriarca do grupo Nathan Meyer Rothschild deu início à sua carreira de comerciante têxtil.

A Sociedade Fabiana estava em contacto permanente com os Rothschild, mas usava também intermediários como Lorde Arthur Balfour. Os Balfours encontravam-se entre os principais representantes do poder financeiro da Grã-Brtanha, e estiveram envolvidos na criação de organizações que avançavam com os interesses dos poderosos financeiros, desde a Liga Anglo-Americana e a Sociedade dos Peregrinos, até à Liga das Nações. Ao mesmo tempo que o seu irmão era o Presidente do "Board of Trade",  Arthur Balfour serviu como o Presidente do "Local Government Board" e mais tarde como Primeiro Ministro e  Ministro dos Negócios Estrangeiros. Enquanto se encontrava nestas posições, ele estava em comunicação regular tanto com Lorde Rothschild como também com Sociedade Fabiana, e usou a sua posição para avançar com os interesses de ambos.

A Sociedade Fabiana tem também estado próxima dos Rockefellers, que são Socialistas Fabianos dissimulados. David Rockefeller escreveu uma tese simpatética ao Socialismo Fabiano quando se encontrava em Harvard, e estudou economia esquerdista na Fabiana "London School of Economics". Sem surpresa alguma, desde os anos 20 que os Rockefellers têm financiado inúmeros projectos Fabianos, incluindo a "London School od Economics" (Ratiu, 2012).

A Sociedade Fabiana continua a ser financiada por entidades subversivas tais como a Comissão Europeia e a "Foundation for European Progressive Studies" (FEPS), uma operação levada a cabo por toda a União Europeia por parte do Parlamento Europeu, que trabalha para a Europa Socialista. E isto ocorre em parceria com companhias globais tais como a Pearson, uma associada de longa data da Lazard e dos Rothschild (desde os início do século 20 que Pearson tem sido um accionista principal no banco Lazard, que faz parte dos Grupo Milner, e é, juntamente com os Rothschilds, co-proprietário do "The Economist Group").

A Sociedade Fabiana, o Partido Trabalhista, e o controle Fabiano da classe operária

Os Rothschild, os Rockefeller e uma aliança de interesses foram as forças motoras por trás de iniciativas "liberais" (isto é, esquerdistas) tais como "comércio livre", "paz mundial", "fraternidade universal", e "organização mundial", o que inexoravelmente leva à abolição da soberania nacional e à imposição do governo mundial. Eles estiverem também por trás do Socialismo como forma de subornar e controlar a classe operária através de operações tais como a Sociedade Fabiana e o Grupo Milner.

Que a classe operária Britânica não iria "correr de braços abertos para o Socialismo" era algo que a liderança da Sociedade Fabiana já havia descoberto - tal como o admitiu de forma cândida o Secretário da Sociedade Fabiana Edward R. Pease. Devido a isto, o primeiro passo para a Sociedade era o de conquistar a classe operária para os seus próprios fins. Um passo rumo a isto foi a formação do Partido Trabalhista Independente ("Independent Labour Party" - ILP).

O ILP foi fundado durante uma conferência Fabiana em 1893, e foi formado com a união de 70 sociedades Fabianas locais e liderado pelo Fabiano Keir Hardie, que antes disso tinha co-fundado a Segunda Internacional com Friedrich Engels. O propósito do ILP de controlar o movimento laboral e Socialista para os seus próprios fins é algo evidente a partir do livro de Beatrice Webb com o título de "Diary", bem como outros documentos Fabianos (Ratiu, 2012).

Outra organização política que tem em vista o mesmo propósito Fabiano é o Partido Trabalhista. 
 criado em 1900 por Keir Hardie e por outros Socialistas, durante os primeiros dois nos da sua existência o Partido Trabalhista era conhecido como o “Labour Representation Committee”.

Que este partido não representava os trabalhadores é evidente pelos número de Fabianos da classe média envolvidos na sua formação - que iam desde Bernard Shaw, Sidney Webb até Edward R. Pease. Desde o princípio, Pease, como um dos fundadores da Sociedade Fabiana, instalou-se como o Executivo do Partido Trabalhista, seguido de Sidney Webb e outros.

Desde então, a Sociedade Fabiana mantém o controle sobre o Partido Trabalhista: a constituição deste Partido, bem como o manifesto e a política do mesmo, foram todos escritos por vários Fabianos tais como Arthur Henderson e Sidney Webb; todos os governos Trabalhistas desde 1924 a 1997-2000 eram compostos quase exclusivamente por membros da Sociedade Fabiana; isto também se aplica aos Primeiros-Ministros do Partido Trabaalhista, com a única excepção sendo Ramsay MacDonald (que se demitiu da Sociedade em 1900 devido a discórdias em torno da Guerra Boer; mas mesmo assim, permaneceu como colobarador próximo e nomeou colegas Fabianos para posições importantes dos seus governos).

A Sociedade Fabiana e o seu controle da sociedade moderna

O impulso dos Fabianos para o controle total não se limitou à classe operária. O propósito declarado da Sociedade era o de conquistar e controlar os cidadãos Britânicas, "para lucro seu, e para o seu próprio bem" (Fabian News, Setembro de 1897). Tendo em vista este propósito, e para não ser só falar a política, a Sociedade determinou-se a controlar a educação, a cultura, a economia, o sistema legal e até a medicina e a religião. Isto foi realizado através duma vasta gama de organizações sociedades e movimentos interligados:
  • Educação: sociedades universitárias e escolas tais como a "London School of Economics"
  • Cultura: o movimento Nova Era, a "Central School of Arts and Crafts", a "Leeds Arts Club", o "Fabian Arts Group" e a "Stage Society"
  • Economia: a "London School of Economics" e a "Royal Economic Society"
  • Sistema Lega: a Sociedade Haldane
  • Medicina: a Liga Médica Socialista
  • Religião: o movimento de Igrejas Trabalhista (mais tarde, Socialista), a "Christian Socialist Crusade", a "Christian Socialist League" e a "Christian Socialist Movement", etc. (Ratiu, 2012).
A Sociedade Fabiana e a ditadura

Apesar de todo o seu discurso hipócrita em torno da "democracia", as intenções ditaturiais da Sociedade Fabiana foram revelados bastante cedo através de declarações e acções da sua liderança. No ano de 1927, o líder Fabiano Bernard Shaw declarou abertamente que os Fabianos têm que libertar o movimento Socialista "das suas antiquadas amarras democráticas", e que eles "não tinham qualquer tipo de relação com a liberdade", que a democracia era "incompatível com o Socialismo" - tal como provado pelo Estalinismo, uma sub-corrente do Socialismo muito admirada pela liderança Fabiana.

Os Webbs e os Shaws juntamente com os Astors visitaram a Rússia Soviética no início dos anos 30 e voltaram cheios de elogios para com Estaline e para com o seu regime assassino. Os Webbs escreveram um enorme documento de propaganda, listando as "conquistas" do Comunismo Russo, com o título de  "Soviet Communism: A New Civilization". Em 1948, dois anos antes da sua morte, Shaw disse que "Estaline era um bom Fabiano."

A Sociedade Fabiana e o Governo Mundial

Fora da Grã-Bretanha, o objectivo final da Sociedade Fabiana - que é buscado através do Partido Trabalhista e através de outras organizações de fachada tais como a Internacional Socialista e as Nações Unidas - tem sido o de estabelecer um Governo Mundial Socialista (Ratiu, 2012).

As Nações Unidas foram criadas em 1944 como sucessora da Liga das Nações Milner-Fabiana, e com o envolvimento dos Fabianos Socialistas Rockefellers e o seu "Council on Foreign Relations" (CFR); desde o princípio que a organização Nações Unidas se encontrava dominada por Socialistas com ligações à Internacional Socialista tais como Paul-Henri Spaak, Trygve Lie, Dag Hammarskjold e muitos outros. A própria Internacional Socialista foi criada em 1951 pela Sociedade Fabiana Londrina como sucessora da Primeira Internacional de Karl Marx. A sua função principal tem sido a de coordenar o movimento Socialista por todo o mundo em particular, tendo em vista o estabelecimento do governo mundial e promovendo as Nações Unidas como um instrumento central para que isso seja levado a cabo:

O objectivo final dos partidos da Internacional Socialista é nada menos que um governo mundial. Como passo inicial rumo a isto, buscamos formas de fortalecer as Nações Unidas de modo a que isto se torne cada vez mais eficaz .... A adesão às Nações Unidas tem que ser tornada universal. (“The World Today: The Socialist Perspective,” Declaration of the Socialist International Oslo Conference, 2-4 June 1962).

Isto foi repetido pelos partidos (e governos) Socialistas por todo o mundo, tendo o Partido Trabalhista Britânico estado na linha da frente:

O Partido Trabalhista permace fiel à sua crença a longo prazo de estabelecimento duma co-operação Este-Oeste como base para que uma reforçada Nações Unidas se desenvolva rumo ao governo mundial ... Para nós, o governo mundial é o objectivo final e as Nações Unidas são o instrumento escolhido....  (Labour Party manifesto 1964).

A Sociedade Fabiana e o Grupo de Bilderberg

É interessante ressalvar o que os membros mais importantes do Grupo Bilderberg disseram acerca do Grupo. David Rockefeller escreve que,

.... as reuniões Bilderberg têm que induzir visões apocalípticas de banqueiros internacionais omnipotentes conspirando com oficiais governamentais sem escrúpulos para impor esquemas ardilosos sobre um mundo desconhecedor e confiante. (Rockefeller, pp. 410-1).

Denis Healey escreve:

Nos EUA eles [os membros do Grupo Bilderberg] foram atacados como um esquema esquerdista criado para subverter os EUA, mas na Europa eles foram atacados como um esquema capitalista feito para fragilizar o socialismo.  (Healey, p. 196)

Na verdade, ambas as declarações estão correctas, exceptuando a estranha ideia - sem dúvida, criada pelos Socialistas como manobra de diversão - de que as actividades do Grupo iriam, se alguma forma, "fragilizar o Socialismo". A realidade dos factos é que o Grupo Bilderberg tem sido uma operação Socialista desde a sua criação: levando em conta tudo o que se sabe, o Grupo Bilderberg é uma ideia do Socialista Polaco Joseph Retinger, que era um colaborador próximo da Sociedade Fabiana. 

Sediado em Londres, Retinger havia sido responsável pela co-ordenação de vários ministros Europeus que se encontravam no exílio durante a guerra. Depois da guerra, ele foi nomeado como secretário-geral de várias organizações que promoviam projectos Socialistas tais como a "Independent League for European Co-operation" (ILEC) e a "European League for Economic Co-operation" (ELEC). Estas organizações foram financiadas por David Astor, e por interesses associados, e elas tornaram-se na força motora por trás do movimento por uma Europa unida (Ratiu, 2012).

O envolvimento de figuras de topo do mundo financeiro revela que Grupo Bilderberg foi de facto a criação de interesses financeiros. A diferença é que estes interesses não eram "capitalistas" mas Socialistas. David Astor, que se tornou membro, era um dos líderes do pró-Socialista Grupo Milner.

Outras figuras do mundo financeiro que participaram nos encontros Bilderberg desde a primeira conferência (1954) eram Socialistas Fabianos de longa data tais como David e Nelson RockefellerJoseph E. Johnson, presidente do "Council on Foreign Relations" (CFR), criado pelos Rockefellers, e presidente do "Carnegie Endowment for International Peace", também controlado pelos Rockefellers; e Dean Rusk, director do CFR, director da Fundação Rockefeller, co-presidente do Grupo Bilderberg e (começando em 1961) Secretário de Estado Democrata.

A única pessoa mais ou menos capitalista presente era o presidente do Grupo, o Príncipe Bernhard da Holanda. No entanto, ele era controlado por Retinger que, como um antigo membro dos serviços secretos, tinha na sua posse informação relativa à vida pessoal Bernhard (de Villemarest, p. 15) e claramente o tinha escolhido para esconder a trilha socialista.

O lado político era também dominado por Socialistas tais como Denis Healey e Hugh Gaitskell do comité executivo da Sociedade Fabiana. Healey era também membro e mais tarde presidente do "Fabian International Bureau Advisory Committee" bem como conselheiro do "Chatham House" (RIIA). O seu colega "Conservador" no comité de liderança era Reginald (“Reggie”) Maudling, Secretário do Tesouro de Churchill, e alguém que havia sido um apoiante chave do programa de nacionalização do Partido Trabalhista. Membros Franceses incluíam pessoas como Guy Mollet, Vice-Presidente da Internacional Socialista controlada pela Sociedade Fabiana, líder da Secção Francesa do Partido Internacional (mais tarde, Socialista) dos Trabalhadores (SFIO), e alguém que mais tarde se tornou Primeiro Ministro de França, e o seu assistente Jacques Piette comité executivo do SFIO.

A Sociedade Fabiana ocupou uma posição dominante na cena Socialista internacional não apenas devido às suas ligações com os Rockefellers e com outros aliados poderosos Americanos, mas também graças ao facto de ter sido uma das poucas organizações Socialistas na Europa que permaneceu intacta durante a ocupação Alemã.  Esta posição única permitiu que ela desse início à Internacional Socialista depois da guerra, e isso claramente se reflectiu dentro do Grupo Bilderberg.
Igualmente clara é a relação entre os líderes Socialistas Fabianos e os interesses financeiros envolvidos. Enquanto que Retinger era subsidiado por David Astor, tal como já dito, Healey e Gaitskell desfrutavam de favores tais como incursões no estrangeiro pagas por organizações controladas pelos Rockefeller (associado de longa data dos Astors), nomeadamente, a Fundação Ford, a FundaçãoRockefeller, e a CIA.

Os interesses dos Rothschild também não estavam ausentes do comité de liderança do Grupo Bilderberg. Eles têm sido fortemente representados por figuras tais como Sir Evelyn de Rothschild da "N. M. Rothschild & Sons", e o seu primo Edmond de Rothschild, líder do grupo bancário privado "Edmond de Rothschild Group", com filiais em Paris e em Genebra.

David Rockefeller alega que o Grupo Bilderberg discute assuntos importantes "sem atingir qualquer tipo de consenso". Healey, que qualificou as conferências Bilderberg  de "muito valiosas", explica que o valor real de tais encontros está "nos contactos pessoais fora das salas de conferência".

De facto, estes contactos levam as coisas para outro lado, onde o consenso é de facto atingido. Foi num dos encontros Bilderberg que David Rockefeller se encontrou com o presidente do "Royal Dutch Petroleum", John Loudon, a quem ele nomeou presidente do "Chase Bank International Advisory Committee" (IAC) nos finais dos anos 60.

Oportunidades para se atingir consensos são também disponibilizadas pelos encontros anuais da Comissão Trilateral, outra operação Rothschild-Rockefeller que, para alegria expressa de Rockefeller, é um "vigoroso e eficaz colaborador na cena mundial" (Rockefeller, p. 418).

Isto leva-nos a inferir, então, que a função principal de Grupo Bilderberg é o de servir de fórum preliminar para os encontros da Comissão Trilateral e eventos relacionados. Mas isto não quer dizer que as conferências Bilderberg são só conversa. Elas já produziram projectos favorecidos pelos interesses financeiros internacionais, tais como o Tratado de Roma de 1957, que criou a Comunidade Económica Europeia (CEE), isto é, "mercado comum" (Aldrich, p. 216). e continua a ser um ponto de encontro importante onde projectos similares (que levam ao governo mundial) são discutidos sem a participação ou conhecimento do público geral.

O papel do Grupo Bilderberg nos esforços feitos rumo ao governo mundial foi confirmado pelo importante Fabiano Healey, co-fundador da Internacional Socialista e do Grupo Bilderberg, que admitiu que o grupo tem como propósito atingir “um governo mundial unido” (Birrell, 2013).

À luz dos factos mencionados em cima, a identidade e os objectivos da Sociedade Fabiana representados pela Internacional Socialista e pelos partidos tais como o Partido Trabalhista, por um lado, e os objectivos e interesses financeiros internacionais representados pelas Nações Unidas e pelo Grupo Bilderberg, por outro lado, tornam-se indisputáveis. (Ratiu, 2012)

Referências na fonte: "The truth about the Fabian Society" http://bit.ly/SKpx0x

A conspiração e corrupção da Escola de Frankfurt

  civilização Ocidental encontra-se actualmente a passar por uma crise que é, essencialmente, diferente de qualquer outra que tenha sido alguma vez experimentada. No passado, as outras sociedades alteraram as suas instituições sociais ou as suas crenças religiosas devido à influência de forças externas ou devido ao lento desenvolvimento de crescimento interno. Mas nenhuma delas, tal como a nossa, enfrentou de modo consciente a perspectiva duma alteração fundamental nas suas crenças e instituições sobre as quais todo o tecido da vida social assenta.... A civilização [Ocidental] está a ser desenraizada dos seus fundamentos naturais e tradicionais, e a ser reconstruída numa nova organização que é tão artificial e mecânica como uma fábrica moderna. - Christopher Dawson. Enquiries into Religion and Culture, p. 259.


A maior parte da obra de Satanás no mundo é feita de modo a que a mesma permaneça oculta mas dois feixes de luz foram recentemente atirados sobre o seu trabalho. O primeiro, um pequeno artigo feito pela ACW Review da Association of Catholic Women; o segundo, um comentário (que inicialmente me surpreendeu) dum padre da Rússia que alegou que nós, no Ocidente, vivemos numa sociedade Comunista. Estes feixes de luz ajudam a explicar os ataques burocráticos que, em muitos países de todo o mundo, foram bem sucedidos em remover os pais como educadores e protectores primários dos seus filhos.

O ACW Review examinou o trabalho corrosivo da "Escola de Frankfurt" - um grupo de intelectuais Germano-Americano que desenvolveu perspectivas altamente provocantes e originais sobre a sociedade e sobre a cultura actual, baseando-se em Hegel, Marx, Nietzsche, Freud e Weber. Não se dava o caso da sua ideia duma "revolução cultural" ser algo inovador. "Até agora", escreveu Joseph Comte de Maistre (1753-1821) que durante 15 anos foi membro da maçonaria, "as nações eram mortas através da conquista - ou seja, por invasão: mas eis que surge agora uma pergunta importante: será possível uma nação morrer no seu próprio solo, sem qualquer tipo de recolonização ou invasão, permitindo que as moscas da decomposição corrompam o próprio cerne desses princípios originais e constituintes que fizeram dessa nação o que ela é".

O que foi a Escola de Frankfurt? Bem, nos dias que se seguiram à Revolução Bolchevique na Rússia, acreditava-se que a revolução do proletariado iria varrer a Europa e, eventualmente, chegar aos Estados Unidos. Mas isto não aconteceu. Mais para o final de 1922, a Internacional Comunista (Comintern) começou a considerar as lições que se poderiam extrair disto e sob iniciativa de Lenine, decorreu um encontro no Instituto Marx-Engels em Moscovo. O propósito deste encontro era o de esclarecer, e dar efeito concreto, à revolução cultural Marxista.

Entre os presentes estava Georg Lukacs (aristocrata Húngaro, filho de banqueiros, que se havia tornado Comunista durante a 1ª Guerra; um bom teórico Marxista, Lukacs desenvolveu a ideia da "Revolução do Eros" - o instinto sexual a ser usado como instrumento de destruição) e Willi Munzenberg (cuja solução proposta era a de "organizar os intelectuais de modo a usá-los para fazer com que a Civilização Ocidental cheire mal. Só então, depois deles terem corrompido todos os valores, e ter tornado a vida impossível, poderiam eles impor a ditadura do proletariado"). Segundo Ralph de Toledano (1916-2007), autor conservador e co-fundador do ‘National Review’, provavelmente, este encontro "mais prejudicial para a civilização Ocidental de que a própria Revolução Bolchevique".

Lenine morreu em 1924. Por essa altura, no entanto. Estaline começava a olhar para Munzenberg, Lukacs, e pensadores com a mesma orientação, como "revisionistas". Em Junho de 1949, Münzenberg fugiu para o Sul da França, onde, sob ordens de Estaline, um esquadrão que fazia parte da NKVD [polícia secreta Soviética] o apanhou e o enforcou numa árvore.

No Verão de 1924, depois de ter sido visto seus escritos atacados durante o 5º Congresso do Comitern, Lukacs mudou-se para a Alemanha, onde ele presidiu o primeiro encontro duma grupo de sociólogos de orientação Comunista, um encontro que levou à Fundação da Escola de Frankfurt. Esta "Escola" (criada para colocar em práctica o seu programa revolucionário) foi iniciada na Universidade de Frankfurt, no Institut für Sozialforschung. Para começar, esta Escola e o Instituto eram indistinguíveis. Em 1923, o Instituto foi oficialmente estabelecido e financiado por Felix Weil (1898-1975).

Weil havia nascido na Argentina e com 9 anos foi enviado para estudar na Alemanha. Ele frequentou as universidades em Tübingen e Frankfurt, onde ele se doutorou em ciência política. Durante o período em que se encontrava nas universidades, Weil foi ficando cada vez mais interessado no socialismo e no Marxismo. Segundo o historiador intelectual Martin Jay, o tópico da suas dissertação foi "os problemas prácticos da implementação do socialismo".

Carl Grünberg, o director do Instituto entre 1923 a 1929, era um Marxista declarado - embora o Instituto não tivesse qualquer afiliação política oficial - mas em 1930 Max Horkheimer assumiu o controle e ele acreditava que a teoria de Marx deveria ser a base para a pesquisa do Instituto. Quando Hitler ascendeu ao poder, o Instituto foi fechado e, através dos mais variados percursos, os seus membros fugiram para os Estados Unidas e migraram para as mais importantes Americanas universidades - Columbia, Princeton, Brandeis, e California em Berkeley.

A Escola contava entre os seus membros o guru da Nova Esquerda dos anos 60, Herbert Marcuse (criticado pelo Papa Paulo VI devido à sua teoria de emancipação que "abre a porta à permissão mascarada de liberdade"), Max Horkheimer, Theodor Adorno, o popular escritor Erich Fromm, Leo Lowenthal, e Jurgen Habermas - provavelmente o representante mais influente da Escola.

Basicamente, a Escola de Frankfurt acreditava que, enquanto o indivíduo tivesse a crença - ou até a esperança da crença - de que a sua dádiva divina da razão poderia resolver os problemas da sociedade, então essa mesma sociedade nunca atingiria o estado desesperança e alienação considerado necessário para que se provoque a revolução socialista. A sua tarefa, portanto, era de o minar o mais rapidamente possível o legado Judaico-Cristão.

Para levar a cabo isto, eles fundamentaram-se na mais destrutiva e negativa critica possível a todas as esferas da vida, que seria formada como forma de desestabilizar a sociedade e destruir o que eles viam como uma ordem "opressora". As suas políticas, esperavam eles, iriam-se propagar tal como um vírus "continuando o trabalho dos Marxistas ocidentais, mas por outros meios", tal como ressalvou um dos seus membros. Como forma de avançar com a sua "silenciosa" revolução cultural - sem nos dar, no entanto, qualquer tipo de indício dos seus planos futuros - a Escola de Frankfurt recomendou (entre outras coisas):

1. A instalação de ofensas raciais.
2. Mudanças contínuas como forma de gerar confusão.
3. O ensino do sexo e do homossexualismo às crianças.
4. A fragilização da autoridade das escolas e dos professores.
5. A imigração em massa como forma de destruir a identidade.
6. A promoção do consumo excessivo de álcool.
7. O esvaziamento das igrejas.
8. Um clima de suspeição sobre o sistema legal (com um viés em favor da vítima do crime).
9. A dependência do Estado ou de benefícios estatais.
10. O controle e redução intelectual dos média.
11. Fomentação da destruição da família.

Uma das ideias principais da Escola de Frankfurt era a exploração da ideia Freudiana com o nome de ‘panssexualismo’ - a busca do prazer, a exploração das diferenças entre os sexos, a subversão dos relacionamentos tradicionais entre os homens e as mulheres. Para avançar mais com a sua agenda, a Escola iria:

• atacar a autoridade do pai, negar os papéis específicos do pai e da mãe, e retirar das famílias os seus direitos de educadores primários dos seus filhos.
• abolir todas as formas de domínio masculino - o que explica a presença de mulheres nas forças armadas.
• declarar as mulheres como "classe oprimida" e os homens como "classe opressora".

Munzenberg resumiu da seguinte forma os planos a longa prazo da Escola de Frankfurt:

Vamos fazer com que o Ocidente cheire mal.

A Escola acreditava que existiam dois tipos de revolução: a (a) política e a (b) cultural. A revolução cultural destrói a partir de dentro. "As formas modernas de sujeição estão marcadas pela brandura". Eles viam isso como um projecto a longo prazo, e mantiveram a sua atenção focada na família, na educação, nos média, no sexo e na cultura popular.

A Família

A "Teoria Crítica" da Escola de Frankfurt pregava que a "personalidade autoritária" é produto duma família patriarcal - uma ideia directamente associada com o livro de Engels com o título "Origins of the Family, Private Property and the State", que promovia o matriarcado. Antes disso, e falando da radical noção da "comunidade de mulheres" (e escrevendo no The German Ideology de 1845), Karl Marx havia já escrito de forma depreciativa sobre o conceito da família como unidade básica da sociedade.

Este era um dos pilares da Teoria Crítica: a necessidade de destruir a família contemporânea. O Instituto pregava que "Até o colapso parcial da autoridade paternal na família tende a aumentar a prontidão da geração vindoura em aceitar alterações sociais".

Seguindo as pegadas de Marx, a Escola demonstrou de que forma é que a "personalidade autoritária" era um produto da família patriarcal - foi Marx quem escreveu de um modo negativo da família como unidade básica da sociedade, o que preparou ainda mais a guerra contra o sexo masculino levada a cabo pela Nova Esquerda durante os anos 60 (promovida por Marcuse sob a máscara de "emancipação da mulher"). Eles propuseram a transformação da nossa sociedade numa sociedade dominada pelas mulheres.

Em 1933, Wilhelm Reich, um dos membros da Escola de Frankfurt,, escreveu "The Mass Psychology of Fascism" onde dizia que o matriarcado era o único e o genuíno tipo familiar da "sociedade natural". Eric Fromm era também um defensor activo da teoria do matriarcado. O masculino e o feminino, disse ele, não eram reflexões das diferenças sexuais "essenciais", tal como os Românticos haviam pensado, mas sim algo que derivava das funções mundanas que eram em parte determinadas pela sociedade. O seu dogma estabeleceu o precedente para os radicais anúncios feministas que, actualmente, aparecem em todos os jornais e programas de televisão.

Os radicais sabiam exactamente o que queriam, e como fazer as coisas. Eles foram bem sucedidos.

Educação

O Lorde Bertrand Russell juntou-se à Escola de Frankfurt no seu esforço de engenharia social e disse de sua justiça no seu livro de 1951 com o título "The Impact of Science on Society". Nele, Russell escreve:

A fisiologia e a psicologia têm dentro de si espaço para técnicas cientificas que ainda aguardam desenvolvimento. A importância da psicologia em massa aumentou consideravelmente devido ao crescimento dos métodos modernos de propaganda. Destes, o mais influente é aquele chamado de "educação". Os psicólogos sociais do futuro irão ter um número de cursos para as crianças em idade escolar, e neles serão testados métodos distintos de forma a produzir a inabalável convicção de que a neve é preta.

Rapidamente, se obterão vários resultados. Primeiro, que a influência do lar é destrutiva. Segundo, que nada mais pode ser feito a menos que a indoutrinação comece antes dos 10 anos. Terceiro, que os versos musicais entoados de forma repetitiva são muito eficazes. Quarto, que a opinão de que a neve é branca tem que ser mantida como forma de demonstrar um gosto mórbido pela excentricidade.

Mas já me estou a antecipar. Cabe aos cientistas do futuro dar precisão a estas máximas, e descobrir quanto é que custa, por cabeça, fazer com que as crianças acreditem que a neve é preta, e quão menos custaria levá-los a acreditar que ela é cinzenta-escura. Quanto a técnica tiver sido aperfeiçoada, todos os governos que estiverem encarregados da educação durante uma geração, serão capazes de controlar os seus súbditos sem a necessidade de exércitos e polícias

Escrevendo para a Fidelio Magazine em 1992, Michael Minnicino nota como os herdeiros de Marcuse e Adorno dominam por completo as universidades, "ensinando os seus alunos a deixar de lado a razão em favor de exercícios ritualistas do Politicamente Correcto. Foram publicados muito poucos livros teóricos de arte, letras, ou línguas nos Estdos Unidos ou na Europa que não reconheçam abertamente a sua dívida para com a Escola de Frankfurt. A "caça às bruxas" que ocorre actualmente nas universidades nada mais é que a implementação do conceito de Marcuse com o nome de "tolerância repressiva" - 'tolerância para com os movimentos da esquerda, ms intolerância para com os movimentos da direita' - forçada pelos estudantes da Escola de Frankfurt."

Drogas

O Dr. Timothy Leary oferece-nos outro olhar para dentro da mente da Escola de Frankfurt com a sua descrição do trabalho da Harvard University Psychedelic Drug Project com o nome ‘Flashback'. Leary citou uma conversa que teve com Aldous Huxley:

Estas drogas mentais, produzidas em massa nos laboratórios, irão levar a cabo alterações gigantescas na sociedade. Isto irá ocorrer comigo e contigo, ou sem nós os dois. Tudo o que podemos fazer é propagar a palavra.
Timothy, o obstáculo a esta evolução é a Bíblia.

Leary prossegue, afirmando:

Tínhamo-nos deparado com o compromisso Judaico-Cristão com Um Deus, uma religião, uma realidade, que há séculos amaldiçoava a Europa, e que também amaldiçova os Estados Unidos desde os seus dias iniciais. As drogas que abriam a mente para realidades múltiplas inevitavelmente levavam-nos para uma visão politeista do universo. Sentíamos que o tempo para uma nova religião humanista fundamentada na inteligência, no pluralismo benéfico e no paganismo científico havia chegado.

Um dos directores do projecto "Personalidade Autoritária", R. Nevitt Sanford, desempenhou um papel fulcral no uso das drogas psicadélicas. Em 1965, ele escreveu o seguinte num livro, publicado pelo braço editorial do Instituto Tavistock (Reino Unido):

A nação parece fascinada com os nossos +/- 40,000 viciados em drogas que são vistos como pessoas rebeldes duma forma alarmante, e que têm que ser refreadas a todo o custo através de dispendiosas actividades policiais. Só um desconfortante Puritanismo poderia dar o seu apoio à práctica de se focar nos viciados em drogas (e não nos 5 milhões de alcoólatras) e tratá-los como um problema de polícia e não como um problema médico, ao mesmo tempo que se suprimem drogas inofensivas tais como a marijuana e o peyote juntamente com as drogas perigosas.

Hoje dia, os principais propagandistas do lobby das drogas fundamentam os seus argumentos (para a legalização) nas mesmas mentiras científicas propagadas há anos pelo Dr. Sanford. Entre tais propagandistas encontra-se o multi-milionário ateu George Soros, que escolheu como um dos seus primeiros programas domésticos juntar esforços que visavam colocar em causa a eficácia dos $37 bilhões por ano gastos na guerra às drogas.

O Lindesmith Center, apoiado por George Soros, á a voz principal dos Americanos que querem descriminalizar ao uso das drogas. Soros é o ‘Daddy Warbucks da legalização das drogas,’ alegou Joseph Califano Jr. do National Center on Addiction and Substance Abuse da Universidade de Columbia (The Nation, Sep 2, 1999).

Música, Televisão e Cultura Popular

Adorno viria a torna-se no líder da divisão focada nos "estudos músicas" da Escola de Frankfurt, que promoveu no seu livro "Theory of Modern Music" a perspectiva de propagar a música atonal, bem como a popular, como forma de destruir a sociedade, formas de música degeneradas como forma de promover a doença mental. Ele afirmou que os Estados Unidos poderiam ser colocados de joelhos através do uso da rádio e da televisão como forma de promover a cultura de pessimismo e desespero; perto do final dos anos 30, Adorno (juntamente com Horkheimer) haviam migrado para Hollywood.

A expansão de jogos de computador violentos também apoiava os propósitos da Escola de Frankfurt. 

Sexo

No seu livro, The Closing of the American Mind, Alan Bloom observou a forma como Marcuse havia atraído os estudantes universitários dos anos 60 com uma combinação de Marx e Freud. Nos seus livros "Eros and Civilization" e "One Dimensional Man"Marcuse prometeu que a superação do capitalismo e da sua falsa consciência iria resultar numa sociedade onde as maiores satisfações seriam sexuais. A música rock foca-se no mesmo ponto junto dos jovens. Expressão sexual sem limites, anarquia, exploração do inconsciente irracional e atribuição de total liberdade, é o que eles têm em comum.

Os Média

Os media actuais - e ninguém menos que Arthur ‘Punch’ Sulzberger Jnr., que assumiu o controle do New York Times em 1992 - baseou-se muito no estudo da Escola de Fankfurt com o nome de The Authoritarian Personality. (New York: Harper, 1950). No seu livro Arrogance, (Warner Books, 1993) o antigo repórter da CBS News Bernard Goldberg, ressalvou que Sulzberger ‘ainda acredita em todas aquelas noções dos anos sessenta em torno da "emancipação" e "o homem que muda o mundo" . . .  De facto, os anos-Punch têm sido uma marcha inabalável pela Avenida Politicamente Correcta, com uma redacção ferozmente dedicada à todas as formas de diversidade, excepto a intelectual.'

No ano de 1953, o Instituto voltou para a Universidade de Frankfurt. Adorno morreu em 1955, e Horkheimer em 1973. O Instituto para Pesquisa Social continuou, mas o que era conhecido como a Escola de Frankfurt não continuou. O "Marxismo cultural" que entretanto tomou posse das nossas escolas e das nossas universidades - aquele "politicamente correcto" que tem destruído os laços familiares, as nossas tradições religiosas, e toda a nossa cultura - emergiu da Escola de Frankfurt.

Foram estes intelectuais Marxistas que, mais tarde, durante as demonstrações contra a guerra do Vietname, cunharam a frase "make love not war"; foram estes intelectuais que promoveram a dialéctica do criticismo "negativo"; foram estes teóricos que sonharam com uma utopia onde os seus líderes iriam governar. Foi o seu conceito que levou à tendência actual de re-escrever a história, e para a moda do "desconstrucionismo". Os seus slogans: "as distinções sexuais são um contracto; se sabe bem, faz; faz o que te apetece".

Nas suas palavras ditas à US Naval Academy em Agosto de 1999, o Dr Gerald L. Atkinson, Comandante da Marinha Americana (Retirado), deu uma palestra geral sobre a Escola de Frankfurt, lembrando à sua audiência de que foram os "soldados rasos" da Escola de Frankfurt que introduziram as técnicas de "treino da sensibilidade" que têm sido usadas nas escolas públicas há mais de 30 anos (e estão actualmente a ser usadas no Exército Americano como forma de educar as tropas sobre o tópico do "assédio sexual").

Durante os treinos de "sensibilidade", foi dito aos professores que não ensinassem mas sim que "facilitassem", técnica esta criada como forma de convencer as crianças de que eles eram a autoridade única nas suas vidas.


Atkinson continua, dizendo:

Personalidade Autoritária, estudada pela Escola de Frankfurt nos anos 40 e 50 na América, preparou o caminho para a guerra posterior contra o sexo masculino promovida por Herbert Marcuse e o seu grupo de revolucionários sociais (sob a máscara de "emancipação das mulheres"), bem como pelo movimento da Nova Esquerda dos anos 60. A evidência de que as técnicas psicológicas de alteração de personalidade têm como propósito a feminização do homem Americano é disponibilizada por Abraham Maslow, fundador da "Third Force Humanist Psychology" e promotor das aulas psicoterapêuticas, que escreveu, ".... o próximo passo da evolução pessoal é a transcendência para além da masculinidade e da feminilidade para a humanidade geral".

No dia 17 de Abril de 1962, Maslow deu uma palestra a um grupo de freiras do Sacred Heart, colégio feminino Católico em Massachusetts. Maslow ressalvou no seu diário a forma como o seu discurso havia sido "muito bem sucedido", mas ele classificou esse facto de perturbador:

Elas não deveriam aplaudir o que eu dizia mas sim atacar-me. Se elas estivessem plenamente cientes do que eu estava a fazer, eles iriam atacar. (Journals, p. 157).

A Rede

No seu folheto "Sex & Social Engineering" (Family Education Trust 1994), Valerie Riches ressalvou que nos finais dos anos 60 e princípios dos anos 70, existiam campanhas parlamentares intensas que emanavam dum número de organizações das áreas do controle de natalidade (isto é, contracepção, aborto, esterilização):

A partir da nossa análise dos seus relatórios anuais, tornou-se aparente que um número comparativamente pequeno de pessoas encontravam-se, até um nível surpreendemente, envolvida numa gama de grupos de pressão. Esta rede não só se encontrava unida através das pessoas comuns, mas também pelo financiamento comum, ideologia comum, e até moradas comuns.

Esta rede era também apoiada por uma vasta gama de interesses e ocasionalmente suportada com dinheiro de departamentos governamentais. No centro da  rede encontrava-se a Family Planning Association (FPA) com a sua colecção de ramificações.

O que nós descobrimos foi uma estrutura de poder com uma influência enorme.

Investigações mais aprofundadas revelaram que a rede estendia-se para áreas como a eugénica, controle populacional, controle de natalidade, reformas sexuais, direito familiar, educação sexual e educação em torno da saúde. Os seus tentáculos atingiam editoras, instituições médicas, instituições educacionais e de pesquisa, organizações femininas e grupos de orientação matrimonial - onde quer que a sua influência se pudesse fazer sentir. Parecia que essa rede tinha uma influência enorme nos média, sobre os oficiais permanentes de departamentos governamentais relevantes, levando em conta todas as proporções e os números envolvidos.

Durante a nossa investigação, um palestrante do Sex Education Symposium em Liverpool delineou as tácticas da educação sexual, afirmando, "Se nós não entrarmos dentro da educação sexual, as crianças simplesmente seguirão as escolhas dos seus pais". O facto da educação estar em vias de passar a ser um veículo para os vendedores ambulantes do humanismo secular, rapidamente se tornou claro.

No entanto, por essa altura o poder da rede e a totalidade ds implicações decorrentes das suas actividades não eram plenamente entendidas. Pensava-se que a situação se limitava à Grã-Bretanha e as implicações internacionais não eram compreendidas. Pouco depois, surgiu um pequeno livro com o intrigante título de "The Men Behind Hitler—A German Warning to the World". A sua tese era a de que, depois do holocausto na Alemanha Nacional Socialista, o movimento eugénico, que havia obtido popularidade no início do século 20, tinha-se retirado para a clandestinidade mas ainda se encontra activo e funcional através de organizações tais como aquelas que promoviam o aborto, a eutanásia, a esterilização, a saúde mental, etc.

O autor apelou ao leitor que olhasse para o seu país, e para os países à sua volta, porque certamente que ele iria ver que os membros e os comités destas organizações eram comuns até um nível impressionante.

Outros livros e artigos provenientes de fontes independentes vieram mais tarde a confirmar esta situação. . . . Um livro notável foi também publicado nos Estados Unidos documentando as actividades do grupo "Sex Information and Education Council of the United States" (SIECUS). Tinha o título de "The SIECUS Circle A Humanist Revolution". O grupo SIECUS foi estabelecido no ano de 1964 e não passou muito tempo até tomar parte num programa de engenharia social através da educação sexual nas escolas.

A primeira directora-executiva foi Mary Calderone e tinha ligações próximas com a Planned Parenthood, a equivalente Americana da British FPA. Segundo o livro "The SIECUS Circle", Calderone apoiou os sentimentos e as teorias avançadas pelo humanista Rudolph Dreikus tais como:

· misturando ou revertendo os sexos ou os papéis sexuais;
· emancipando as crianças das suas famílias; 
· abolir a família tal como nós a conhecemos.

No seu livro Mind Siege, (Thomas Nelson, 2000) Tim LaHaye e David A. Noebel confirmaram os dados apurados por Riches relativos a uma rede internacional:

As vozes autoritárias do Humanismo Secular pode ser graficamente retratadas como uma equipa de basebol: a atirar a bola está John Dewey; a agarrar está Isaac Asimov; na primeira base está Paul Kurtz; na segunda Corliss Lamont; na terceira Bertrand Russell; entre a segunda e a terceira base ["shortstop"] está Julian Huxley; do lado esquerdo está Richard Dawkins; no meio campo está Margaret Sanger do lado direito está Carl Rogers; o técnico é Ted "o Cristianismo é para derrotados" Turner; a rebatedora designada é Mary Calderone; na lista de jogadores utilitários estão as centenas de nomes presentes no verso do Manifesto Humanista I e do Manifesto Humanista II, incluindo Eugenie C. Scott, Alfred Kinsey, Abraham Maslow, Erich Fromm, Rollo May, e Betty Friedan.

Nas arqui-bancadas encontram-se organizações patrocinadoras ou organizações de apoio tais como ..... a Escola de Frankfurt, a facção esquerdista do Partido Democrata, os Socialistas Democratas da América, as universidades Harvard, Yale, Minnesota, Berkley (Califórnia), bem como outros 2,000 colégios e universidades.

Um exemplo práctico da forma como o pensamento tsunâmico de Maslow engoliu as escolas Inglesas foi revelado num artigo presente no jornal Catholic Family do British Nat assoc. of Catholic Families’ (NACF) (Agosto de 2000), onde James Caffrey lançou um aviso sobre o programa "Citizenship" (PSHE), que seria pouco depois colocado no Curriculo Nacional:

Temos que olhar atentamente para o vocabulário usado neste novo tema, e mais importante ainda, descobrir a base filosófica sobre o qual está assente. As pistas para isto podem ser encontradas na palavra "escolha" que ocorre com frequência na documentação do [programa] Citizenship, e o enorme ênfase que é colocado no acto dos alunos discutirem e "esclarecerem" o seu ponto de vista, os seus valores e as suas escolhas em torno dum dado assunto. Isto nada mais é que o conceito conhecido como "Esclarecimento de Valores" - conceito que é anátema para o Catolicismo (...).

Este conceito foi inicialmente propagado na Califórnia durante os anos 60 por parte dos psicólogos William Coulson, Carl Rogers e Abraham Maslow. O mesmo baseava-se na psicologia "humanista", onde os pacientes eram vistos como os juízes únicos das suas acções e do seu comportamento moral. Havendo promulgado a técnica do "Esclarecimento de Valores", os psicólogos introduziram-no nas escolas bem como em outras instituições - tais como conventos e seminários - com resultados desastrosos.

Os conventos esvaziaram-se, os religiosos perderam a sua vocação e houve uma perda generalizada da fé em Deus [ed: tal como era suposto]. Porquê? Porque as instituições têm como base crenças absolutas tais como o Credo e Os Dez Mandamentos, só para dar alguns exemplos. O "Esclarecimento de Valores" assume o relativismo moral onde não há um bem ou um mal absolutos, e nenhuma dependência de Deus. Este mesmo sistema está em vias de ser introduzido às crianças, aos juniores e aos adolescentes com mentes vulneráveis (...).

A filosofia inerente do "Esclarecimento de Valores" defende que o facto dos professores promoverem virtudes tais como a honestidade, a justiça ou a castidade, é uma forma de indoutrinar as crianças e uma "violação" da sua liberdade moral. É defendido que as crianças sejam livres para escolher os seus próprios valores; o professor deve apenas "facilitar" e evitar toda a moralização e toda a crítica.

Tal como um advogado disse recentemente, em relação à preocupante tendência da educação Australiana, "O tema chave do esclarecimento de valores é o que não existem valores morais certos ou errados. A educação de valores não buscar identificar e transmitir os valores "certos", ensinos da Igreja, especialmente a encíclica papal Evangelium Vitae."

Na ausência de algum tipo de orientação moral, as crianças naturalmente fazem escolhas com base nos seus sentimentos. A poderosa pressão social, liberta dos valores que emanam duma Fonte Divina, garantem que os "valores comuns" afundem-se para o mais baixo denominador comum. Referências à sustentabilidade ambiental levam a uma forma de pensar onde os argumentos anti-vida (para o controle populacional) sejam apresentados não só responsáveis como também como desejáveis.

Semelhantemente, a "escolha informada" em torno da saúde e do estilo de vida são eufemismos para atitudes contrárias às visões Cristãs em torno da maternidade, da paternidade, do sacramento do casamento e da vida familiar O "Esclarecimento de Valores" é dissimulado e perigoso, e ele é a base de toda a racionalidade do Citizenship (PSHE) e ele será brevemente introduzido nas escolas do Reino Unido.

Isto irá dar valores seculares às crianças e encorajá-las a adoptar a atitude de que só eles são a autoridade máxima e judicial nas suas vidas. Nenhuma escola Católica pode incluir este novo tema tal como formulado no documento Curriculum 2000 dentro da provisão do actual currículo O Dr. William Coulson reconheceu os danos psicológicos que a técnica de Rogers infligiu aos jovens e rejeitou-os, dedicando a sua vida a expor os perigos.

Não deveriam aqueles em posição de autoridade dentro das instituições Católicas fazer o mesmo, à medida que o ‘Citizenship’faz a sua mortífera aproximação? Se permitirmos que esta subversão de valores e de interesses, prossiga, iremos perder, nas gerações futuras, tudo pelo qual os nossos antepassados lutaram e morreram. Fomos avisados, disse Atkinson. Uma leitura da história (e tudo isto está nos relatos históricos mainstream) diz-nos que estamos em vias de perder o que nós temos de mais precioso - as nossas liberdades individuais.

Philip Trower, numa carta para o autor, diz:

O que nós estamos a sofrer actualmente é uma mistura de duas escolas de pensamento: a Escola de Frankfurt e a tradição liberal que teve início no Iluminismo do século 18. Claro que a Escola de Frankfurt tem como fonte remota o Iluminismo do século 18, mas tal como o Marxismo de Lenine, ele é um movimento separatista. O objectivo imediato tanto do liberalismo clássico como da Escola de Frankfurt tem sido, essencialmente, o mesmo (ver os 11 pontos de cima), mas o propósito final é diferente. Para os liberais, a sua ideologia leva à "melhoria" e ao "aperfeiçoamento" da cultura ocidental, mas para a Escola de Frankfurt, ela leva à sua destruição.

Ao contrário dos Marxistas da linha dura, a Escola de Frankfurt não faz planos para o futuro. (Mas) a Escola de Frankfurt parece ver mais além do que os nossos liberais clássicos e do que os nossos secularistas. Pelo menos eles vêem que os desvios morais que eles promovem irão tornar a vida social impossível e intolerável. Mas isto levanta uma grande questão em torno da forma como seria um futuro liderado por eles.

Entretanto, a Revolução Silenciosa avança.

Fonte:http://omarxismocultural.blogspot.com/2014/10/a-conspiracao-e-corrupcao-da-escola-de.html